Em entrevista exclusiva para revista The Place, concedida em dezembro de 2008, o CEO da OgilvyFAV fez sua interpretação sobre o momento atual e perspectivas do mercado. Confira na reportagem abaixo de Joana Araújo.

Como você analisa o crescimento do Mercado imobiliário no Brasil e a crise mundial?
A demanda por novas moradias sempre existiu, mas estava reprimida pela falta do crédito. Com as instituições financeiras mais protegidas e a perspectiva de estabelecer uma relação de longo prazo com novos clientes, o crédito voltou para o mercado com taxas cada vez mais reduzidas e prazos mais alongados.

Havia uma euforia grande com o fomento do crédito imobiliário, e com o dinheiro abundante que estava sendo injetado no Mercado. A crise pega o setor no seu momento mais crítico: a fase de obras, onde se investe muito dinheiro e o lucro fica reduzido.

Sou otimista, não acredito em recessão, mas a redução da atividade é inevitável. Quando a terra treme todo mundo se abala. Por melhor que esteja nossa economia, as empresas vão sentir e será preciso fazer ajustes. Acredito que a médio prazo as coisas voltem ao normal, pois esta é uma crise financeira e não de escassez de demanda. A euforia vai acabar, mas o mercado imobiliário vai continuar a crescer de forma mais equilibrada e sustentável. Afinal, o gap habitacional do Brasil é muito grande e tem solo fértil para classe C.