A primeira vez que vi esse projeto, o que me veio a cabeça foi a imagem da vela de um barco. Mas conhecendo mais sobre a ideia, não foi difícil perceber por meio de todos os detalhes e sinuosa silhueta - marcante e  característica; que a inspiração única para a arquitetura desse edíficio foram as asas de um tipo de libélula. Portanto, não é a toa que o edifício foi nomeado Dragonfly (libélula em inglês).

 

 

O protótipo foi apresentado pela empresa belga Vincent Callebaut Architectures e a idéia central é a de ser uma cidade-fazenda vertical. Totalmente sustentável, o arrojado projeto favorece o reuso do desperdício biodegradável, da preservação da energia e dos recursos renováveis.

 

 

Essa grande estufa vertical foi pensada para aproveitar a água da chuva e a luz do sol para irrigar toda a cidade-fazenda. O projeto favorece justamente o uso das fontes naturais mais abundantes e inesgotáveis: o sol e a chuva. Isso garante a vida de todo o ecossistema dentro da torre de 132 andares em 600 m verticais e que poderá ter 28 diferentes tipos de agricultura para produção de frutas, vegetais, grãos, carne e laticínios.

 

Muitas vezes precisamos saber como usar o que a natureza nos oferece antes de dizer que os recursos estão se esvaindo e não há mais saída. Esse projeto soluciona de forma inteligente questões como essa. Idéias assim podem mudar muitas coisas, gerar uma nova cultura, criar direções e são inspiradoras. Ainda é um protótipo, mas espero que a nova concepção sustentável esteja num futuro bem próximo.

 

 

A localização ambicionada para o Dragonfly é no East River, na margem sul da ilha Roosevelt em Nova York, entre Manhattan e o Queens. Parece que a Big Apple, além de ganhar mais uma torre marcante e exótica em seu cenário urbano, poderá ganhar também um projeto estruturalmente, funcionalmente, energeticamente e ecologicamente correto.

http://vincent.callebaut.org/page1-img-dragonfly.html