postado por Greice Moreira | 27 February 2010

Ver uma fotografia panorâmica de Paris, com o Rio Sena, Torre Eiffel e ao fundo o Sacré Coeur lhe parece normal? Agora imagine pode fazer um zoom nesta imagem, e ver exatamente o que esta por detrás das janelas dos prédios mais próximos. Poder contar quantas pessoas estão em cada divisão, se se trata de uma sala ou de uma cozinha e comparar, até, a decoração. Parece mentira ou algo digno do satélite mais poderoso da NASA? Mas são, na verdade, as fotografias hiper-detalhadas do francês Jean François Rauzier. Ou simplesmente as hiper-fotos, como o seu autor lhes chama. Através da montagem de centenas ou até milhares de fotografias de alta qualidade, é criada uma imagem de hiper-resolução que leva aos extremos tanto o detalhe como a perspectiva.

Cada colagem leva entre 600 e 3400 fotografias individuais que são tiradas individualmente, num período de tempo que pode chegar à duas horas - o que, pensando bem, não é tanto assim. O que demora mais neste trabalho são a junção das fotografias e o trabalho em Photoshop: Rauzier assegura que o espectador não possa distinguir onde começa uma imagem e termina outra. Mesmo que o trabalho utilize uma perspectiva de 360º, como pode ser visto na hiper-foto de Paris, daí a imprevisibilidade do resultado final. E por que este tipo de fotografias? Rauzier ao longo de 30 anos de trabalho já foi pintor, escultor e fotógrafo ao longo de 30 anos de trabalho e, a partir de 2001, descobriu que era esta a técnica que mais o completava, pelo menos ideologicamente por juntar um pouco de tudo. Nas suas palavras "como fotógrafo uso esta arte poderosa para capturar a realidade. Como pintor eu posso controlar a minha imagem de forma exata e colocá-la onde quero. Como escultor, passo muito tempo a meditar acerca do meu trabalho, a tocar e a sentir a sua textura. Hiper-fotografia é uma combinação destes três meios".

http://www.rauzier-hyperphoto.com