postado por Gabriel Nunes | 26 May 2010

O elevador leva alguns minutos para chegar lá em cima. Mas quem está dentro dele depois vai demorar apenas segundos para descer os 100 metros de altura. Construídas entre 1939 e 1955, as torres de Orlando faziam parte de uma usina que gerava energia para Joanesburgo, mas, ironicamente, sua eletricidade não era usada em Soweto. Em 1998, a usina foi desativada. Dez anos depois, em 2008, o local passou a ser usado para a prática de esportes radicais, como o Bungee Jump.
A partir deste mês até o final da Copa do Mundo, as torres funcionarão sete dias por semana para quem gosta de aventura. Saltar de Bungee Jump (há duas opções: dentro de uma das torres ou de uma ponte entre as duas) custa 480 rands (R$ 113). Quem quiser só subir os 100 metros e apreciar a vista paga 60 rands (R$ 14), mas para tirar fotos é preciso desembolsar mais 100 rands (R$ 23,6).
As torres de Orlando são o principal cartão-postal de Soweto, região criada durante o regime do Apartheid para a moradia de negros. O local tornou-se símbolo da luta contra o racismo na África do Sul. Entre seus moradores ilustres estão Nelson Mandela, que morava em uma casa em Soweto quando foi preso em 1962, e o bispo Desmond Tutu. Os dois vencedores do prêmio Nobel da Paz tinham residência na mesma rua, a Vilakazi.
As pinturas nas torres formam o maior mural da África do Sul. As imagens são inspiradas na cultura local e em personagens importantes do país. No clima da Copa do Mundo, há ainda uma vuvuzela (corneta de cerca de um metro de comprimento, usualmente usada por torcedores em jogos de futebol na África do Sul ) e imagens de jogadores de futebol. Do alto da torre, é possível ver o Orlando Stadium, que será sede da festa de abertura do Mundial, mas não receberá jogos. Por causa de montanhas ao redor de Soweto, o Soccer City não é visto de lá.
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