Yard-Scraper no Brooklyn.

postado por Thaiane Moregola | 20 August 2010

 

O Brooklyn Yard-Scraper, projetado pelo escritório Rogers Marvel Architects, é uma proposta inovadora para a reforma da Brooklyn House of Detention. Este projeto mostra como terrenos de propriedades da cidade podem ser reformados em prol do público, com design e mostrando a essência do Brooklyn em um formato vertical que se destaca em meio à vizinhança baixa.


A parte mais baixa do Yard Scraper será uma combinação entre utilidades sociais, comerciais e educacionais. Cada elemento será ligado a um quintal e as casas são empilhadas umas em cima das outras, de acordo com a iluminação e circulação de ar necessárias.


Além de tudo isso, o Yard-Scarper conta com um Green House Center, flats, escola pública, institutos, bibliotecas, parques públicos, entre outras coisas. Para mais detalhes, clique AQUI.


Para edição do mês de agosto de 2010, a revista americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais seriam as "maiores obras arquitetônicas dos últimos 30 anos". Com 28 votos, o Museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, foi o grande vencedor, seguido pelo Menil Collection, de Renzo Piano. A lista contou ainda com outras 19 construções tidas como as mais importantes ou memoráveis da arquitetura moderna.


Para o arquiteto e colunista da Architect Magazine, Lance Hosey, a única falha da seleção foi excluir as construções sustentáveis das candidatas. "Até as obra selecionadas de Piano e Norman Foster, arquitetos reconhecidos pela alta performance ambiental, são velhas e das menos ambiciosas. Pelo que eu vi, a sustentabilidade não tem sido o foco da elite da arquitetura", opina.


Para Hosey, embora as construções verdes tenham-se popularizado com mais intensidade nas últimas três décadas, o fosso entre os padrões de excelência em design e desempenho ambiental pode ser cada vez maior. Pensando nisso, ele decidiu criar sua própria lista das "cinco construções verdes mais importantes desde 1980".


Para isso, o arquiteto perguntou a 150 especialistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia quais seriam os melhores representantes da área. Os selecionados foram:


- Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis
Inaugurado em 2000, o Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis (AJCES), localizado no campus da Universidade de Oberlin, é um dos mais avançados exemplos de edifício auto-sustentável dos Estados Unidos. O AJCES produz toda energia que consome através de painéis fotovoltaicos, com potências instaladas de 60kW na cobertura e 100kW em área adjacente (estacionamentos).


O Centro Lewis ainda utiliza um sistema de tratamento de água chamado de "A Máquina Viva", que recebe a água de esgoto e a trata e purifica para que ela possa ser reutilizada nos vasos sanitários. O prédio ainda tem janelas posicionadas de maneira apropriada para aproveitar ao máximo a luz do dia e poços geotérmicos, que ajudam a aquecer e a resfriar a área interna da construção.


- Academia das Ciências da Califórnia
Desenhada pelo conceituado arquiteto italiano Renzo Piano, a Academia das Ciências da Califórnia foi inaugurada em 2008 e definida como uma "construção revolucionária". O telhado verde mantém o interior do edifício sempre fresco e os 13 milhões de litros de água usados por ano na rega das plantas são em grande parte reutilizados para outros fins no museu.


No telhado de vidro, janelas e cortinas controladas por computadores abrem-se e fecham-se para manter a temperatura adequada dentro do ambiente e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. Calças jeans velhas foram utilizadas no isolamento das paredes e uma barreira de vedação envidraçada possui células fotovoltaicas integradas que geram 15 % da energia elétrica que o edifício consome.


- Genzyme Center
O Genzyme Center, sede mundial da empresa de biotecnologia Genzyme Corporation inaugurada 2003, recebeu o selo de platina do Green Building Council EUA graças aos seus princípios ambientais. O aproveitamento da luz natural e uso inteligente da água contribuíram para uma redução de 42 % dos gastos anuais em eletricidade e 32% do consumo da água.


- BedZED
Este bairro construído no Reino Unidos em 2002 é considerado um modelo de sustentabilidade urbana. Ele segue uma filosofia de composição heterogênea dos seus residentes, e possui moradores de classe média, alta e baixa vivendo no mesmo local. O empreendimento ainda foi erguido com material de construção comprado na região, uso de materiais reciclados e mão-de-obra local, e possui um Clube do carro exclusivo para os moradores.


- Centro Ambiental Philip Merrill da Fundação Baía de Chesapeake
Inaugurado em 2001, o Centro ocupa uma área construída de quase 3.000 m2 e segue padrões mundiais de conservação de energia, tendo recebido a certificação Platinum Rating do Green Building Council. Materiais reciclados e recicláveis foram usados na sua construção. Além disso, a utilização de um sistema de coleta de água de chuva associado a vasos sanitários compostáveis reduziu o consumo de água em 90%.

 

FONTE

Home For Life propõe casa 100% carbono neutro.

postado por Helena Rabethge | 14 August 2010


 
As construções antigas, algumas do início do século XX, contrastam com a arquitetura moderna que cresce junto com a cidade de Aarhus, segunda maior da Dinamarca. Uma delas ganhou destaque em todo mundo graça à sua sustentabilidade: a Home For Life.


Desenvolvida em uma parceria entre a VKR Holding, VELUX, VELFAC, SONNENKRAFT, WindowMaster e AART Architects, a casa foi o resultado final de um projeto experimental que busca construir casa ecológicas por toda Europa: o Active Houses.


Construída em 2009, a casa tem 191 metros quadrados, três quartos e um amplo jardim. Mas o que mais se destaca é a eficiente energética da habitação. Com um desenho que prioriza o uso de iluminação e ventilação naturais, somado a um sistema de painéis fotovoltaicos e aquecedores solar, a casa consegue produzir mais energia do que utiliza, gerando uma "sobra" que neutralizará todas as emissões da construção até 2049.


Bombas calor e coletores solar cobrem uma área de 7,2 m2, o suficiente para aquecer a casa e toda a água utilizada pelos moradores. Outros 50 m2 são cobertor por painéis solares que geram 5.500 kWh anuais utilizados na iluminação artificial e no abastecimento dos dispositivos eletroeletrônicos.


Um sistema de controle do clima interno da casa garante a maximização da eficiência energética e economia de energia. Janelas verticais e horizontais permitem maior entrada de luz e ventilação naturais, cobrindo 40% da superfície da casa (em contraste com a média de 20 a 25% de cobertura da maioria das casas).


"A casa cobre todos os seus requisitos de energia principalmente através da coleta da energia solar e da sua conversão em calor e eletricidade, combinando soluções naturais com tecnologias avançadas e tornando-a neutra em emissões de CO2", explica o arquiteto da AART Architects, Anders Tyrrestrup.


- Test drive


Para provar que a casa sustentável é uma opção de moradia melhor que as tradicionais, os organizadores convidaram uma família para se mudar para o local e relatar sua experiência para todo o mundo.


Assim, há mais de um ano a família Simonsen detalha em seu blog como é viver em uma casa inteligente e ecologicamente correta. Os textos (em dinamarquês) contam experiências inusitadas, como aprender a lidar com as janelas que se abrem a todo o momento, as luzes que se apagam automaticamente e a constante visita de jornalistas e curiosos.

 

FONTE

Jelloware, O Copo Que Você Pode Comer

postado por Giorgia de Barros | 28 July 2010

 

 

O legal de tomar sorvete em casquinha é que você pode comê-la depois que o sorvete acaba. Talvez esse tenha sido o insight para o Jelloware, que é um copo comestível. Feitos de alga e com sabores variados, combinam seus aromas com a bebida e depois da utilização, nem precisa lavar. E se não quiser comê-los, basta jogá-los na grama – as algas contém nutrientes que são benéficos ao solo.

O Jelloware é um conceito do The Way We See The World, mas qual será a primeira lanchonete a adotar a ideia?

Casas Modulares para Gana.

postado por Helena Rabethge | 30 June 2010


A competição internacional de design da Open Source House - uma organização sem fins lucrativos que visa promover uma moradia melhor e mais sustentável em países de baixa renda - desafiou arquitetos a projetar uma casa nestes padrões com um preço acessível para pessoas que vivem em condições precárias em Gana.


Assim, projetada pelo escritório português Blaanc em colaboração com o arquiteto João Caeiro, a Emerging Ghana ganhou o primeiro lugar na competição. Cada casa poderá abrigar uma família e será construída com materiais e mão de obra locais, com as melhores estratégias sustentáveis que se pode imaginar. Tudo pelo preço de, aproximadamente, US$12.500 para estar ao alcance da emergente classe média ganense.


Modular por natureza, a casa pode crescer de acordo com o capital disponível e com o aumento da família. Vale ressaltar que a comunidade local seria ensinada a construir estas casas, dando a estas pessoas uma nova habilidade e impulsionando a economia. O conceito esta prometido para sair do papel ainda este ano. Gostou? Quer saber mais? AQUI.