Mercado Imobiliário aquecido novamente.

postado por Sergio Barros | 4 February 2010

Fortalecidos pelo aumento na renda da população, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança devem bater novo recorde neste ano, de acordo com as previsões da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).


A entidade espera que o volume financiado atinja R$ 50 bilhões em 2010, sendo R$ 30 bilhões em financiamentos a aquisições e R$ 20 bilhões destinados à construção de novos empreendimentos. O número representa um aumento de 47% ante 2009 (R$ 34 bilhões).

 

O estoque de crédito habitacional medido pelo Banco Central cresceu 142% nos últimos três anos, para R$ 86,39 bilhões. "Daqui para frente, essa curva vai continuar acentuada", afirmou Luiz Antonio França, presidente da Abecip.


França ressaltou, porém, que o crescimento acentuado do crédito imobiliário esperado para os próximos anos, o mercado terá de buscar novas formas de financiamento. "Os recursos do SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] devem durar mais quatro ou cinco anos", afirmou.


Os financiamentos concedidos com recursos da poupança já vêm superando a captação líquida das carteiras no ano. Em 2009, a captação foi de R$ 23,8 bilhões --e o volume financiado de R$ 34 bilhões. A poupança ainda tem, porém, um saldo de cerca de R$ 250 bilhões, que financia os empréstimos.

 

A previsão de crescimento da captação da poupança para 2010 é de 10%, contra os quase 50% previstos para o aumento nos financiamentos. "O mercado vai crescer tanto que terá de trazer outras fontes de recursos", disse França, citando a securitização como alternativa."O Brasil ainda não conseguiu um volume grande de securitização, mas já tem os instrumentos para isso", afirmou o presidente da Abecip.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u682704.shtml

A casa não caiu. O mercado está de volta.

postado por Fabio Vasconcelos | 30 July 2009

 

Primeiro o furacão e depois de dois trimestres o alívio. Estão aí as duas capas da Exame que comprovam a trajetória da crise no Brasil. Não foi só uma marolinha como disse o nosso Presidente, mas também não foi o fim do mundo como profetizou muitos especialistas. Quem soube manter o equilíbrio e tirar proveito dos ensinamentos da crise, embarca revigorado e otimista para a segunda metade do ano. Nas últimas semanas, a Exame realizou uma pesquisa com 360 empresas e um dado concreto chama a atenção: 70% delas retomaram, não alteraram ou estão ampliando investimentos.

 

 

O mercado imobiliário, um dos mais afetados pela falta de crédito, volta a reagir e as empresas, motivadas pelo programa de habitação popular “Minha Casa, Minha Vida”, redirecionam seus investimentos para a baixa renda. Outro ponto de sustentação, foi o bom desempenho dos produtos ofertados para investidores que viram nos empreendimentos comerciais uma alternativa rentável e segura.

 

 

Notícias recentes de sucesso chegam de diversos pontos do país. Em Porto Alegre, a Rossi lançou um bairro planejado, e do mix de produtos colocados a venda, praticamente 80% foi vendido em três meses. Em São Paulo, a Kallas lançou o Cittá Della Mooca e vendeu todas as unidades de 77 e 92m2 em apenas duas horas. A Sthulberger estreou em Curitiba em parceria com a Monarca e comercializou em trinta dias 75% do empreendimento Silva Jardins. Até apartamento de R$ 500 mil a Tecnisa vendeu pelo Twitter. A máxima de que o mercado imobiliário é um “porto-seguro” em tempos de crise, prevaleceu. Afinal, entra ano e sai ano, o imóvel continua ali, firme e forte e com muita história para contar.

Banco Imobiliário. O jogo mais vendido do mundo.

postado por Fabio Vasconcelos | 20 June 2009

 

Quem disser que nunca jogou vai levar um “reverse”. O Banco Imobiliário faz parte da infância de muita gente e conquistou o posto de jogo mais vendido no mundo. Sua comercialização começou com a Parker Brothers, nos EUA, durante a Grande Depressão, sob o nome Monopoly. Agora pertencente à Hasbro (empresa que comprou a Parker Brothers).

 

O jogo está disponível em 37 idiomas em 103 países e no Brasil a marca foi licenciada para a Estrela. Educacional e símbolo da sociedade capitalista, ensinam crianças a lidar com o dinheiro como brincadeira. O jogo segue as regras do sistema e se atualiza constantemente, sempre tentando acompanhar os movimentos do mercado, tanto nacional quanto internacional. Compre para seu filho, pois ele vai avançar algumas casas.

 

No mês passado, o consultor Stephen Kanitz, surpreendeu afirmando publicamente que a crise já havia passado. A verdadeira crise para ele, é o cenário problemático que impede as pessoas de tomar decisões. Contrariado com a onda de pessimismo, decidiu lançar um blog. Nós da Reprint, comemoramos. Mesmo porque fazemos parte desta “corrente virtual”. Leia um trecho da matéria publicada pela você s/a e depois acesse o site de Kanitz.

A capacidade de decisão do executivo fica prejudicada neste momento? Muito.

 

No final do ano passado, me reuni com um grupo de grandes empresários. Eles me diziam que a empresa deles ia muito bem, apresentando crescimento. Mas, quando eu perguntava o que eles previam para 2009, os executivos diziam que teriam de cortar despesas. Ou seja, eles viam um quadro positivo, mas se deixavam contaminar pelo clima geral.

 

Como evitar se contaminar pelo pessimismo? O profissional deve pensar no longo prazo. Se ele ficar na internet acompanhando minuto a minuto a cotação das ações ele acaba assumindo uma postura negativa.

 

Por que o senhor decidiu fazer um blog com boas notícias sobre a crise?
A idéia é diminuir o desequilíbrio entre as notícias ruins, que existem, com a outra parte as notícias boas, que também existem.

O endereço é http://brasil.melhores.com.br

 

Crise? Que crise?

postado por Fabio Vasconcelos | 12 May 2009

 

Sua empresa está em crise ou é você quem vive a crise? Temos observado atitudes precipitadas de cortes de despesas e investimentos por empresas que temem muito mais o desconhecido do que exige sua própria situação atual. Faço parte de um dos segmentos mais afetados da economia, sou líder de uma agência 100% dedicada ao mercado imobiliário e também precisei fazer ajustes.

 

Confesso que a dúvida entre cortar pelos números reais da empresa ou limar pelo pessimismo do mercado me tirou muitas noites de sono. Decidi pelo sensato; em vez de um grande corte, iniciamos um planejamento de redução de despesas, mês a mês, até atingir nosso ponto de equilíbrio. O resultado? Reduzimos muito menos que a média geral e estamos hoje com uma equipe de qualidade, bem estruturada e motivada com a recuperação já percebida do mercado imobiliário.

 

De forma alguma ignoramos a crise. Muito pelo contrário, nós a respeitamos. Porém, procuramos identificar seu tamanho e extensão exatos. Quando decidimos inaugurar a coluna “Crise. Que crise?” foi justamente para mostrar nossa consciência e postura otimista.

 

De alguma forma, propagar pelo boca a boca da internet mensagens positivas, opiniões sensatas e o exemplo de empresas que estão se tornando referência neste momento. Obrigado pela leitura.