Morar em uma Obra de Arte.

postado por Cristiano Tavares | 15 August 2009

 

Apartamentos antigos, projetados por arquitetos consagrados, viram objeto de desejo para quem quer viver com estilo e espaço em São Paulo. Dois grandes exemplos são os edifícios Esther, na Praça da República e o Bretagne na Avenida Higienópolis. Inaugurado em 1938, o Esther foi o primeiro prédio de inspiração modernista do país. Projetado por Vital Brazil e Adhemar Marinho, o edifício de uso misto já serviu desde depósito para camelôs até morada para o pintor Di Cavalcante. Já o Bretagne tem uma história mais “holywoodiana”.  Projetado por Artacho Jurado, que nem arquiteto de formação era, e não podia assinar suas obras, teve o ator Americano Roy Rogers como convidado para sua inauguração.


O público desse tipo de apartamento, conhecido como vintage, geralmente tem uma visão de cultura diferenciada e mantêm uma relação emocional com a cidade. Um exemplo é o cozinheiro, padeiro e apresentador Olivier Anquier que se apaixonou pelo Esther e conseguiu comprar uma cobertura lá. Depois de inúmeras pesquisas sobre o edifício levou oito meses para reformar seu apartamento de acordo com as características originais. Hoje, essas duas “obras de arte” conseguiram, junto ao poder público, o processo de restauração de suas fachadas, mas ao contrário de outros países, onde existe um suporte para os edifícios tombados, o processo de tombamento e restauração no Brasil é lento e burocrático. Por isso os próprios moradores tomaram para si a responsabilidade de conservar e restaurar os edifícios onde moram. O próprio Anquier diz que quer ser o pivô de um movimento de revitalização do centro.

Não olhe pra baixo.

postado por Roberto Dohan | 14 August 2009

 

Pra quem não tem medo de altura, uma novidade. Novas varandas de vidro foram abertas ao público para visitação no 103º andar da Sears Tower. De lá você tem uma vista incrível de Chicago a 412 metros de altura. Não apenas as paredes são de vidro, mas o chão e o teto também. Apelidada de “The Ledge”, as varandas tem três camadas de vidro com meia polegada cada e aguenta até cinco toneladas. Quem arrisca dar o primeiro passo?

 

 

http://www.usatoday.com/news/nation/2009-07-01-sears-tower-remodel_N.htm

O Marketing de Artacho Jurado.

postado por Leonardo Azevedo | 14 August 2009

 

Numa época em que 'lazer' e 'apartamento' eram termos antagônicos, o empresário paulista João Artacho Jurado (1907-1983) fez fama oferecendo à classe média-alta dos anos 40 e 50 a moderna tendência de lazer indoor em empreendimentos residenciais: idealizou e construiu, por exemplo, o primeiro edifício com piscina da capital. Seus projetos sempre traziam ambientes de uso coletivo voltados ao lazer como salões de chá, de música, playground, etc. Passando longe das discussões sobre os duvidosos estilos arquitetônicos de seus projetos - que iam do nouveau ao decó, do moderno ao clássico - Artacho Jurado deixou um legado de empreendedorismo e criatividade para o setor imobiliário ao utilizar ferramentas de marketing atuais para comercializar seus produtos. Ele compreendeu como ninguém a cabeça do seu público-alvo, implementou o extravagante estilo hollywoodiano em seus projetos e garantiu enorme sucesso nas vendas.

 

 

Nomes como Cinderela, Viadutos, Planalto e Parque das Hortências eram exóticos, inusitados para a época e anunciavam o conceito de cada produto. A maioria de seus projetos tinha um terraço com bar na cobertura. Ali eram promovidas as festas de inauguração dos empreendimentos. Estes eventos de gala, com lista de convidados VIPs para promover o produto (até o ator Roy Rogers chegou a participar de uma dessas!) têm muito a ver com os coquetéis de lançamento atuais. O buzz marketing, intencional ou não, rolava cada vez que um desses eventos figurava nas colunas sociais. O edifício Bretagne, por exemplo, chegou a integrar o roteiro turístico da paulicéia onde os visitantes eram convidados a tomar um drink no bar. Seus empreendimentos, que eram idealizados, projetados, construídos e promovidos por ele (e por suas construtoras Anhanguera e Monções), são verdadeiros cases de sucesso. Mesmo numa época em que esse termo nem existia.

Casa Côco.

postado por Laercio Yoshihara | 13 August 2009


O designer holandês Gert Eussen criou a Coco-Hut, casinha de árvore confeccionada com sobras de pinus de reflorestamento e certificados. Com formato inusitado, ecologicamente correto, é a solução imediata para os pequenos terem acesso a um sonho que um dia já foi seu.

http://www.inhabitat.com/2009/06/26/coco-hut-an-outdoor-shed-made-of-scrap-wood/

Casa no container.

postado por Léo Messias | 11 August 2009

 

Na procura de moradias diferenciadas, sempre vão surgir arquiteturas que nos surpreendem. O arquiteto Adam Kalkin inovou e criou uma casa-container. Você pode escolher o modelo, tamanho e mobiliar do jeito que desejar. No final das contas, o estilo luxo-desleixado fica ótimo. Vale conferir o site e dar uma olhada no “menu” de opções.

 

 

http://www.fastcompany.com/blog/michael-cannell/cannell/would-you-live-shipping-container

http://www.quik-build.com/quikHouse/QH_booklet.htm