postado por Nelson Guarniero | 5 September 2009

Os que investem na bicicleta como meio de lazer e transporte, e põem a mais extrema fé na construção de ciclovias nas metrópoles brasileiras, viveram um domingo marcante na história da capital paulistana: pedalar na Ciclofaixa. O projeto – cujo conceito se expressa pela assinatura “De parque em parque sempre de bike” – traçou no asfalto uma faixa exclusiva para bicicletas interligando o Parque das Bicicletas, o Parque do Ibirapuera e o Parque do Povo. Parecia um sonho pedalar por avenidas como República do Líbano e Juscelino Kubitschek. Sem falar no clima de cidade civilizada. A idéia fez tanto sucesso que vai ser estendida num trajeto até a Cidade Universitária. Pena que o horário é curto: das 7 da manhã ao meio-dia. Se mais e mais ciclistas aderirem, quem sabe os quilômetros de ciclofaixa não virem ciclovias, 24 horas por dia?
Com menos apelo de saúde mas com a mesma intenção de gerar um transporte mais inteligente e sustentável, nasce na Europa uma incrível alternativa para o caos urbano automobilístico: a YikeBike, uma bicicleta elétrica movida por um motor elétrico de 1.2 kW, extremamente revolucionária no design e eficiente na capacidade de locomoção. A YikeBike chega a 20 km/h e pode ser dobrada e guardada num bag próprio, formando um conjunto que não chega a pesar 10 quilos. O preço ainda não estimula consumidores brasileiros: 4.860,00 euros! Mas como tudo o que é tecnológico, não demora muito a ficar acessível.

Quem se locomove de bicicleta numa cidade como São Paulo sabe dos apuros. Além da falta de espaço e de respeito para as “magrelas”, chegar no local de trabalho suado e sujo torna-se outro desafio a ser superado. Sem falar que as empresas não estão alinhadas com a causa e por isso não disponiblizam soluções como vestiários ou banheiros com alguma estrutura similar. Nessa questão, a YikeBike mostra-se perfeita: basta sentar e acelerar.
A YikeBike, segundo seus inventores, mistura paixão por engenharia, inovação e meio ambiente. Um sentimento que vale a pena ser vivido no site oficial desta surpreendente invenção.
http://www.yikebike.com/site/design
postado por Nelson Guarniero | 4 July 2009

O designer holandês David Graas vê nas coisas, coisas que ninguém vê. Quando criança, caminhava observando o chão até encontrar um objeto ou material qualquer abandonado que pudesse virar algo novo e criativo. Nascia ali o jeito Graas de olhar o mundo e dar uma forma surpreendente a ele. O trabalho de David Graas é experimentar para reinventar: papelão, plástico, madeira e outros materiais, objetos e peças de qualquer tipo e tamanho viram obras de design que vão de móveis e luminárias a componentes de decoração, acessórios de roupas, utensílios ou simples enfeites. A filosofia por trás do esforço cerebral e braçal de Graas é a reciclagem combinada com o fator educativo e o entretenimento.

Para as crianças, David desenvolve conjuntos de papelão do tipo “faça você mesmo”. São kits com moldes pré-cortados já nas formas certas e com encaixes perfeitos que viram cadeiras e mesinhas, num autêntico joquinho de armar e brincar. Para os adultos, as luminárias são um charme à parte: de pendurar ou apoiar, as peças beiram o mágico. O papelão é matéria-prima favorita. Mas copinhos do McDonald’s também são inspiradores para o artista. Todas poderiam ser facilmente objetos cenográficos de um filme no melhor estilo “fantasia”. Observe a luminária “trombone” abaixo antes de dizer que é um exagero fazer essa comparação.

David Graas é um feiticeiro da observação. Sua vocação é pegar uma coisa qualquer e provocar nela uma metamorfose por meio de um olhar que persegue o simples, a essência apenas. Ele se diz adepto incondicional do lema “less is more” (menos é mais). Por isso, paramos por aqui. Mais sobre David Graas? Visite os links abaixo e conheça mais sobre a obra e a motivação do designer holandês.
http://www.davidgraas.nl/
http://www.davidgraas.nl/motivation.html
postado por Nelson Guarniero | 1 July 2009

Na última sexta-feira, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos da América aprovou um projeto de proporções históricas. Trata-se de uma transformação sem volta para uma nova economia, majoritariamente baseada na energia limpa.
O projeto de lei que defende a energia limpa criará um grupo de incentivo que vai transformá-la em uma das colunas de sustentação da economia americana, assim, novas fontes de energia com baixo nível de carbono serão desenvolvidas.
O plano também vai incentivar a busca por novas formas de economizar energia. Pois é possível, sim, lucrar e tirar vantagem da energia limpa com a criação de novos negócios, novas indústrias e milhares de novos empregos.
Obama discursou e terminou dizendo que “não se pode temer o futuro, nem ser prisioneiro do passado. Temos conversado sobre este problema por décadas, e agora é hora de finalmente agir. A nação que liderar a criação da economia baseada em energia limpa é a nação que irá liderar a economia mundial no século 21.”
Cada um de nós tem uma opinião formada sobre a nação americana, sua cultura, sua política econômica, suas indústrias e seus cidadãos. Independentemente dessa opinião, um fato é inegável, para não dizer louvável: eles estão se mexendo, sacudindo a poeira e iniciando a caminhada para o rumo certo. Depois, não adianta reclamar se eles voltarem a reinar soberanos. Vamos ter que nos calar porque eles terão chegado lá de forma limpa. Pelo menos no que diz respeito à prosperidade do planeta e das futuras gerações.
http://www.whitehouse.gov/blog/A-Historic-Energy-Bill/
postado por Nelson Guarniero | 27 June 2009

O aquecimento do mercado imobiliário nos últimos anos ativou alguns processos de mudanças nas empresas do setor para que elas se adequassem à demanda dos novos tempos. Enquanto cresciam consideravelmente a oferta de produtos e serviços e as opções de escolha do consumidor, muitos fatores passaram a desempenhar um importante papel no processo de seleção de uma marca.

Quais os apelos eficientes para se comunicar com a Classe C? Que estratégias usar para enfrentar o desafio da atuação nacional? Como se relacionar com investidores? O que fazer para atuar no mundo virtual, potencializar o recall, falar com o jovem e ainda se destacar em um universo poluído de ofertas? As empresas organizaram seus valores, reviram suas missões, redesenharam seus logotipos e mudaram suas posturas e discursos a fim de se tornarem mais atuais e atrativas. Estética e institucionalmente. Sem um Oráculo exclusivo para dar as respostas, é preciso uma boa fonte de esforço, orgulho, autoavaliação, inteligência, criatividade e respeito ao consumidor, capaz de gerar marcas como as que você confere acima.