postado por Leonardo Azevedo | 6 October 2009
Você já se perguntou, enquanto usa o seu Photoshop, serviços de impressão digital ou escolhe uma fonte para um texto, como eram feitos os processos gráficos antes da revolução digital?
Pois saiba que ainda existem gráficas que utilizam as técnicas seculares de impressão por tipo móvel. O filme a seguir mostra um pouco do trabalho da Gráfica Fidalga, que produz cartazes "lambe- lambe" utilizando uma prensa de 1929 e tipos de Eucatex. Além de abordar a interessante técnica utilizada, mostra a paixão com que seus
funcionários a mantém viva nos dias de hoje.Para aprender como funcionava o mundo do design gráfico antes da
Apple, ou mesmo para matar a saudade, vale clicar e embarcar nessa viagem no tempo.
postado por Leonardo Azevedo | 14 August 2009
Numa época em que 'lazer' e 'apartamento' eram termos antagônicos, o empresário paulista João Artacho Jurado (1907-1983) fez fama oferecendo à classe média-alta dos anos 40 e 50 a moderna tendência de lazer indoor em empreendimentos residenciais: idealizou e construiu, por exemplo, o primeiro edifício com piscina da capital. Seus projetos sempre traziam ambientes de uso coletivo voltados ao lazer como salões de chá, de música, playground, etc. Passando longe das discussões sobre os duvidosos estilos arquitetônicos de seus projetos - que iam do nouveau ao decó, do moderno ao clássico - Artacho Jurado deixou um legado de empreendedorismo e criatividade para o setor imobiliário ao utilizar ferramentas de marketing atuais para comercializar seus produtos. Ele compreendeu como ninguém a cabeça do seu público-alvo, implementou o extravagante estilo hollywoodiano em seus projetos e garantiu enorme sucesso nas vendas.
Nomes como Cinderela, Viadutos, Planalto e Parque das Hortências eram exóticos, inusitados para a época e anunciavam o conceito de cada produto. A maioria de seus projetos tinha um terraço com bar na cobertura. Ali eram promovidas as festas de inauguração dos empreendimentos. Estes eventos de gala, com lista de convidados VIPs para promover o produto (até o ator Roy Rogers chegou a participar de uma dessas!) têm muito a ver com os coquetéis de lançamento atuais. O buzz marketing, intencional ou não, rolava cada vez que um desses eventos figurava nas colunas sociais. O edifício Bretagne, por exemplo, chegou a integrar o roteiro turístico da paulicéia onde os visitantes eram convidados a tomar um drink no bar. Seus empreendimentos, que eram idealizados, projetados, construídos e promovidos por ele (e por suas construtoras Anhanguera e Monções), são verdadeiros cases de sucesso. Mesmo numa época em que esse termo nem existia.