Um olhar eterno.

postado por Roberto Dohan | 19 August 2010


 
Quatro renomados fotógrafos. Quatro visões muito particulares de um dos mais belos espaços da cidade. Mais que uma exposição, esse encontro de talentos revelou novos ângulos do Parque Ibirapuera, eternizando-o.


Daniel Klajmic, Cassio Vasconcellos, Kadu Niemeyer e Renato Elkis apresentam um trabalho bem autoral e transformam um diferenciado conceito criativo em um grande lançamento imobiliário.

 

 

É assim que a FAV apresentou ontem o Marquise Ibirapuera ao mercado.


Um vernissage para um seleto grupo de pessoas comemorou esse lançamento da Yuny Incorporadora e da Construtora R. Yazbek.


Todos os convidados receberam de presente o livro de arte “Um olhar eterno” desenvolvido pela agência e impresso em cores especiais com o ensaio completo dos fotógrafos


Para edição do mês de agosto de 2010, a revista americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais seriam as "maiores obras arquitetônicas dos últimos 30 anos". Com 28 votos, o Museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, foi o grande vencedor, seguido pelo Menil Collection, de Renzo Piano. A lista contou ainda com outras 19 construções tidas como as mais importantes ou memoráveis da arquitetura moderna.


Para o arquiteto e colunista da Architect Magazine, Lance Hosey, a única falha da seleção foi excluir as construções sustentáveis das candidatas. "Até as obra selecionadas de Piano e Norman Foster, arquitetos reconhecidos pela alta performance ambiental, são velhas e das menos ambiciosas. Pelo que eu vi, a sustentabilidade não tem sido o foco da elite da arquitetura", opina.


Para Hosey, embora as construções verdes tenham-se popularizado com mais intensidade nas últimas três décadas, o fosso entre os padrões de excelência em design e desempenho ambiental pode ser cada vez maior. Pensando nisso, ele decidiu criar sua própria lista das "cinco construções verdes mais importantes desde 1980".


Para isso, o arquiteto perguntou a 150 especialistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia quais seriam os melhores representantes da área. Os selecionados foram:


- Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis
Inaugurado em 2000, o Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis (AJCES), localizado no campus da Universidade de Oberlin, é um dos mais avançados exemplos de edifício auto-sustentável dos Estados Unidos. O AJCES produz toda energia que consome através de painéis fotovoltaicos, com potências instaladas de 60kW na cobertura e 100kW em área adjacente (estacionamentos).


O Centro Lewis ainda utiliza um sistema de tratamento de água chamado de "A Máquina Viva", que recebe a água de esgoto e a trata e purifica para que ela possa ser reutilizada nos vasos sanitários. O prédio ainda tem janelas posicionadas de maneira apropriada para aproveitar ao máximo a luz do dia e poços geotérmicos, que ajudam a aquecer e a resfriar a área interna da construção.


- Academia das Ciências da Califórnia
Desenhada pelo conceituado arquiteto italiano Renzo Piano, a Academia das Ciências da Califórnia foi inaugurada em 2008 e definida como uma "construção revolucionária". O telhado verde mantém o interior do edifício sempre fresco e os 13 milhões de litros de água usados por ano na rega das plantas são em grande parte reutilizados para outros fins no museu.


No telhado de vidro, janelas e cortinas controladas por computadores abrem-se e fecham-se para manter a temperatura adequada dentro do ambiente e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. Calças jeans velhas foram utilizadas no isolamento das paredes e uma barreira de vedação envidraçada possui células fotovoltaicas integradas que geram 15 % da energia elétrica que o edifício consome.


- Genzyme Center
O Genzyme Center, sede mundial da empresa de biotecnologia Genzyme Corporation inaugurada 2003, recebeu o selo de platina do Green Building Council EUA graças aos seus princípios ambientais. O aproveitamento da luz natural e uso inteligente da água contribuíram para uma redução de 42 % dos gastos anuais em eletricidade e 32% do consumo da água.


- BedZED
Este bairro construído no Reino Unidos em 2002 é considerado um modelo de sustentabilidade urbana. Ele segue uma filosofia de composição heterogênea dos seus residentes, e possui moradores de classe média, alta e baixa vivendo no mesmo local. O empreendimento ainda foi erguido com material de construção comprado na região, uso de materiais reciclados e mão-de-obra local, e possui um Clube do carro exclusivo para os moradores.


- Centro Ambiental Philip Merrill da Fundação Baía de Chesapeake
Inaugurado em 2001, o Centro ocupa uma área construída de quase 3.000 m2 e segue padrões mundiais de conservação de energia, tendo recebido a certificação Platinum Rating do Green Building Council. Materiais reciclados e recicláveis foram usados na sua construção. Além disso, a utilização de um sistema de coleta de água de chuva associado a vasos sanitários compostáveis reduziu o consumo de água em 90%.

 

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Uma mesa de centro bem diferente.

postado por Helena Rabethge | 17 August 2010

 

Este é um post especial para aqueles que adoram passar um bom tempo juntando papéis, para depois se desfazer deles. Este é um móvel muito útil, pois por mais que nos esforcemos para que haja a menor quantidade possível de papéis acumulados em casa, inevitavelmente acabamos com uma quantidade imensa de papéis inúteis. Agora, imagine só o quão legal seria apenas deslizar estes papéis através de um buraco na superfície da sua mesa de centro e armazenar as tirinhas coloridas dentro dela? Este é o princípio da Papervore Coffee Table, da Pigeontail Design. O resultado é muito bacana, além de ser incrível perceber como o lixo simplesmente se torna um elemento de design. Uma idéia muito esperta. Para mais informações clique aqui ou assista ao vídeo para ver esta mesa em ação.

 

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É preciso desburocratizar!

postado por Reprint | 17 August 2010

 

O Programa do governo federal, Minha Casa Minha Vida, tem contribuído muito para que famílias com vencimentos de até dez salários mínimos tenham condições de adquirir a tão sonhada casa própria. A primeira fase do programa, que visa construir um milhão de moradias até o final do ano, ainda não foi cumprida. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou na imprensa que conseguirá atingir a meta, no entanto, até o momento cerca de 500 mil imóveis foram contratados.

Em março deste ano, o governo anunciou as metas da segunda fase e, dentre elas, está a contratação de dois milhões de unidades habitacionais até 2014, além da ampliação do atendimento às pessoas de baixa renda – que ganham de zero a três salários mínimos por mês.

Seria ótimo que todas essas metas fossem cumpridas, no entanto, não podemos ignorar que o programa vem enfrentando algumas dificuldades para atingi-las. Primeiramente, é necessário que haja uma maior oferta para as famílias de baixa renda em cidades onde está concentrada a demanda desse público, que é São Paulo e as demais regiões metropolitanas. Na região metropolitana paulista, foram contratados 41% da meta de 84 mil moradias, abaixo da média nacional, hoje em 55%.

O grande mérito do Minha Casa Minha Vida é propor a redução do déficit habitacional, contudo, essa magnitude cai por terra quando as construtoras não conseguem produzir para o programa federal, por diversos motivos, sendo o mais crucial os altos preços dos terrenos. Isso faz com que o programa não atinja quem mais necessita dele.

Não bastasse isso, ainda falta uma peça importante, que é uma participação mais efetiva da prefeitura na desburocratização para a liberação dos projetos que, em alguns casos, levam até um ano para serem aprovados. Será preciso muita dedicação e parceria para manter a iniciativa privada engajada e os órgãos competentes comprometidos com os resultados. Os brasileiros estão habituados a pensar em um panorama negativo, mas devemos manter a confiança que desta vez será diferente.

 

 

Por Alexandre Rayel
Diretor Geral da Revista Minha Casa, Meu Imóvel
Diretor Geral da Verde Brasil Editorial, que publica desde Junho de 2006 a revista Minha Casa, Meu Imóvel.
Em 2009 desenvolveu e lançou o Minha Casa, Meu Imóvel Jornal.

Home For Life propõe casa 100% carbono neutro.

postado por Helena Rabethge | 14 August 2010


 
As construções antigas, algumas do início do século XX, contrastam com a arquitetura moderna que cresce junto com a cidade de Aarhus, segunda maior da Dinamarca. Uma delas ganhou destaque em todo mundo graça à sua sustentabilidade: a Home For Life.


Desenvolvida em uma parceria entre a VKR Holding, VELUX, VELFAC, SONNENKRAFT, WindowMaster e AART Architects, a casa foi o resultado final de um projeto experimental que busca construir casa ecológicas por toda Europa: o Active Houses.


Construída em 2009, a casa tem 191 metros quadrados, três quartos e um amplo jardim. Mas o que mais se destaca é a eficiente energética da habitação. Com um desenho que prioriza o uso de iluminação e ventilação naturais, somado a um sistema de painéis fotovoltaicos e aquecedores solar, a casa consegue produzir mais energia do que utiliza, gerando uma "sobra" que neutralizará todas as emissões da construção até 2049.


Bombas calor e coletores solar cobrem uma área de 7,2 m2, o suficiente para aquecer a casa e toda a água utilizada pelos moradores. Outros 50 m2 são cobertor por painéis solares que geram 5.500 kWh anuais utilizados na iluminação artificial e no abastecimento dos dispositivos eletroeletrônicos.


Um sistema de controle do clima interno da casa garante a maximização da eficiência energética e economia de energia. Janelas verticais e horizontais permitem maior entrada de luz e ventilação naturais, cobrindo 40% da superfície da casa (em contraste com a média de 20 a 25% de cobertura da maioria das casas).


"A casa cobre todos os seus requisitos de energia principalmente através da coleta da energia solar e da sua conversão em calor e eletricidade, combinando soluções naturais com tecnologias avançadas e tornando-a neutra em emissões de CO2", explica o arquiteto da AART Architects, Anders Tyrrestrup.


- Test drive


Para provar que a casa sustentável é uma opção de moradia melhor que as tradicionais, os organizadores convidaram uma família para se mudar para o local e relatar sua experiência para todo o mundo.


Assim, há mais de um ano a família Simonsen detalha em seu blog como é viver em uma casa inteligente e ecologicamente correta. Os textos (em dinamarquês) contam experiências inusitadas, como aprender a lidar com as janelas que se abrem a todo o momento, as luzes que se apagam automaticamente e a constante visita de jornalistas e curiosos.

 

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