
Consumidores agora também são “publishers”. Quem não se lembra dos clipes “United Brakes Guitars”. Um músico que teve sua guitarra quebrada numa viagem pela United Airlines, fez um vídeo que se tornou um hit no You Tube com milhões de acessos.
Hoje, os consumidores retweetam de seus iphones, recomendam de seus facebooks. São curadores.
São também “disrupters”, disvirtuam as intenções da marca. Com o filme que a Nike fez e divulgado através de redes sociais, a marca é mais associada à Copa do Mundo que a própria Adidas, que é patrocinadora oficial do evento.
Consumidores também são departamento de pesquisa e desenvolvimento. Quero dizer, marcas hoje contatam seus consumidores para dividir ou até pedir suas opiniões e os consumidores também podem contatar a marca para expressar suas idéias, por exemplo: My Starbucks Idea.
Consumidores questionam cada vez mais os princípios morais das marcas. Antes de comprarem, eles estão interessados em saber quais as causas que determinada marca suporta, se ela tem responsabilidade social, se elas são ambientalmente responsáveis.
As marcas têm um novo papel, as agências têm um novo papel, os consumidores têm um novo papel.Como será o futuro?
A evolução da revolução será a colaboração. Porque somos um mundo co-dependente digitalmente conectado. O que fazemos afeta o outro e vice-versa.
Queremos fazer negócio com alguém da mesma forma que queremos que façam negócio conosco para construir um mundo melhor juntos.
De um ponto de vista criativo, precisamos ser competitivos mas também precisamos ser colaborativos, por exemplo, Nike Green Exchange abriu seu departamento de pesquisa e desenvolvimento de produto para outras marcas como Best Buy e Yahoo para encontrar soluções mais rápido e todos temos acesso a esse aprendizado.
Frente a essa nova realidade é ultrapassado separarmos propaganda tradicional das novas mídias. Hoje tudo se interliga: precisamos fundir as duas e entender o poder que têm as mídias sociais.